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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

os opostos capitulo 15


Arthur: Deus, eu não sabia . – sussurrou olhando-a e vendo as lágrimas tornarem a molhar o rosto de Lua .

Lua: eu jurei me vingar nesse dia, jurei pra mim mesma que de algum jeito eu me vingaria e foi desse jeito que eu resolvi virar a gente do FBI, pra caçar o assassino dela, mas a única coisa que eu tenho é um nome: Victória . Mas simplesmente não significa nada pra mim . – suspirou frustrada e a sua visão agora estava fixa em um ponto só, ela parecia viajar – E o pior de tudo nem foi isso, foi que eu vi Arthur, - disse e as feições dela denunciavam quanta dor ela estava sentindo em falar daquilo – eu vi o corpo dela estirado no chão, vi o sangue escorrendo pelo todo ele que vinha da altura do coração . Eu chorei em cima do corpo dela pedindo pra que ela voltasse pra mim porque eu precisava dela, mas ela não voltou, simplesmente se foi . – terminou e as lágrimas escorriam lenta e dolorosamente pelo rosto dela .

Arthur: ah Lu . – murmurou ele torturado por vê-la daquele jeito e não poder fazer nada, então ela viu esse se ajeitar um pouco e lhe puxar para um abraço que ela aceitou de bom grado por sinal, não estava em condições de negar ou mesmo empurrar ele, pois se lembrar da sua mãe não era nada fácil .

E ele ficou ali confortando-a enquanto essa chorava silenciosamente com a cabeça recostada em seu peito . Quando parou, Arthur lhe secou o rosto com uma toalhinha que tinha embaixo do travesseiro que estava ao seu lado e olhou atentamente o rosto dela .

Lua: obrigada . – murmurou com os olhos presos aos de Arthur .

Arthur: - sorriu torto pra ela – Eu estou aqui pra o que você precisar . – falou baixo e acariciou o rosto dela .

Os dois ficaram um tempo apenas se encarando, uma das mãos de Arthur continuava a acariciar o rosto de Lua e o silêncio reinava dentro do quarto . Ele foi chegando perto dela lentamente e quando percebeu que essa não se moveu, apenas esperou, avançou mais rápido e porém quando ia beijá-la ouviu duas pequenas batidas na porta praguejando que havia o feito . 

Arthur: entre . – murmurou irritado quando Lua já tinha dado um pulo e se afastado dele .

Joana: menino me perdoe se atrapalho, - pediu percebendo a cara de Arthur – mas é que seu primo acaba de chegar .

Arthur: como ? – perguntou confuso olhando Joana que estava parada na porta .

Joana: ele vinha passar um tempo aqui lembra ? Você disse que não tinha problemas pois não estava usando a casa .

Arthur: Deus, - murmurou batendo na própria testa – tinha me esquecido . – disse suspirando .

Lua: não, você não vai lá receber ele . – negou quando viu o outro se preparar pra levantar – E também não vai protestar, deixe que eu vou . – assentiu certa e desceu junto com Joana .

Lua desceu as escadas totalmente dispersa pensando na manhã que tivera hoje, onde conversara, rira, chorara, e tudo com Arthur, sem nenhum grito ou briga . Mas quando ela chegou lá embaixo todos os seus pensamentos se dissiparam e ela fixou os olhos no homem lá embaixo, Deus, ele era lindo .

Um pouco mais alto que ela, tinha a pele morena e os cabelos de um castanho bem claro, o rosto muito bem desenhado, e não tão exageradamente forte mas tinha o corpo que ela dizia ser perfeito, médio . Ele sorriu encantador quando viu ela terminar de descer as escadas e lhe puxou a mão beijando essa e se apresentando .

xxxx: eu sou o Pedro Cassiano. – disse após soltar a mão dela e ainda tinha um sorriso torto no rosto, estava definitivamente admirado com a bela mulher a sua frente .

Lua: eu, ér . . – gaguejou e mordeu a língua – Sou a Lua . – disse sorrindo finalmente .

Pedro: diferente, - comentou pensativo – mas bonito . – elogiou e o sorriso de Lua aumentou, ele olhou em volta – Onde esta Arthur ? – perguntou estranhando, era muito chegado ao primo e ele sempre vinha recebê-lo .

Lua: meio que debilitado, não pode vir te receber . – respondeu já um pouco mais descontraída, mas ainda olhava o homem a sua frente, ele tinha um tipo de beleza diferente, ela não sabia explicar .

Pedro: o que aconteceu ? Ele esta bem ? – perguntou preocupado puxando a mala e colocando-a ao lado da porta .

Lua: é meio complicado . – disse passando a mão dentre os cabelos ruivos sem jeito – Na verdade, eu que não deixei que ele saísse da cama . – explicou e riu, vendo o outro sorrir - Venha, vou levar você até ele . – chamou virando-se para subir as escadas novamente . 

Os dois subiram calados, ela guiando-o e ele sorria olhando aquela mulher menina que tinha a sua frente . Quem era ela ? Como nunca havia lhe visto ? Com certeza notaria tal beleza antes .

Lua: bom, aqui esta ele . – disse abrindo a porta da suíte e Lucas arqueou as sobrancelhas com um sorriso divertido no rosto quando viu Arthur revirar os olhos .

Pedro: brincando com o que não devia Aguiar ? – perguntou entrando no quarto e parando ao lado do primo . 
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Arthur: mulheres ? É, sim . – assentiu e o outro riu quando olhou Lua vendo essa revirar os olhos saindo enfezada . 
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Pedro: quem é ? – perguntou se referindo a Lua sem mostrar muito interesse . 
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Arthur: Lua Maria, - suspirou – precisei trazê-la pra cá, esta escondida . – explicou .
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Pedro: mas porque ? – perguntou confuso .
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Arthur: esta correndo risco de vida . Ela é a gente secreta do FBI . – a compreensão surgiu no rosto de Pedro e ele apenas assentiu .
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Pedro: bom, vou ficar com o meu quarto de sempre, - avisou andando até a porta – se precisar . 
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Arthur: valeu cara . – acenou com a cabeça e o outro apenas saiu .
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Quando Pedro desceu as escadas pra pegar sua mala notou que Lua estava totalmente dispersa sentada de lado em uma das poltronas da sala com as pernas em cima de um dos braços dela e essas se balançavam, parecia uma criança, e mais, estava assistindo a um desenho . Ele apenas sorriu bobo, Deus, como era linda, mesmo tão alheia, cada ato dela era gracioso . Balançando a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos dali, Pedro subiu as escadas agora com a mala em mãos e foi pra “seu” quarto que ficava no meio do corredor . O resto do dia passou voando, Lua não deixara Arthur sair daquela cama, mandou que colocassem uma televisão na suíte já que para a incompreensão dela essa não tinha uma . Os dois assistiram filme, eram como dois amigos, totalmente dos que estavam na casa alguns dias atrás pra falar a verdade, e eles estranharam não ver Pedro o resto do dia, mas Joana disse que ele havia ido resolver algumas pendências . Lualevou o almoço e a janta até Arthur nos horários certos fazendo esse comer tudo direitinho pra ficar forte logo como a mesma disse .


Lua
: bom, boa noite . – disse com um sorriso de canto e ia saindo, mas Arthur lhe segurou a mão .
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Arthur: aonde vai ? – perguntou arqueando as sobrancelhas vendo ela lhe olhar e sorri .
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Lua: para um dos quartos de hospedes . – explicou e ele ia protestar mas ela não deixou – Dormir com você não vai virar um habito sabia ? – falou baixo e desviou os olhos do dele soltando a mão do mesmo antes de seguir pra porta – E, obrigado por hoje . – disse parada na porta se referindo a conversa dos dois e ele ter lhe consolado .
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Arthur: já disse, sempre que precisar . – assentiu e viu ela sair fechando a porta .
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Os três dormiam cada qual em seu quarto e o sono pareceu durar menos de duas horas pois logo a manhã chegou . Dessa vez Lua deixou que Arthur descesse pra tomar café e ele agradeceu por isso . Ele conversava bastante com Pedro e Lua apenas observava disfarçadamente enquanto tomava seu café sem pressa alguma .

Lua: bom, fique ciente de que você não vai trabalhar hoje e com licença .- sorriu levantando da mesa com a sua louça, nunca deixava na mesa mesmo sabendo que Joana ia buscar, gostava de ajudar .
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Pedro: ela é mandona assim mesmo ? – perguntou achando graça enquanto via Lua sair .
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Arthur: só nas horas vagas . – disse revirando os olhos e ouviu ela la dentro .
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Lua: eu estou ouvindo . – falou um pouco alto e os dois riram .
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Esses terminaram de tomar o café e Arthur disse que trabalharia no seu escritório já que Lua não lhe deixaria sair mesmo, o primo assentiu e foi a procura da Loira . 
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Pedro: pensando em quem ? – perguntou chegando na sala de visitas e vendo Lua parada de frente a grande janela de vidro que tinha ali .
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Lua: hã ? – perguntou confusa e virou-se pra ele – Ah, - sorriu suspirando – estava pensando nos meus pais .
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Pedro: e eu posso perguntar aonde eles estão ? – arqueou as sobrancelhas enquanto andou até ela .

Lua: o meu Pai esta no Rio, que era onde eu morava . E a minha mãe, esta lá em cima olhando por mim . – sorriu de canto e olhou pro céu pela janela, ele arfou surpreso .
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Pedro: eu sinto muito . – disse sincero e pôs a mão no ombro dela fazendo essa se virar assustada, quando ele chegou tão perto ?
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Lua: tudo bem . - murmurou examinando o rosto de Pedro e mordeu o lábio .
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Pedro: Arthur disse que corre perigo . – comentou ainda olhando-a e ela revirou os olhos .
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Lua: sim, e por isso tenho que ficar presa nesse lugar . – bufou – Só posso andar até o jardim e pronto, e o ferimento no ombro dele é a prova de que ele esta certo em tudo . Isso me irrita ! – disse cruzando os braços e Lucas riu .
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Pedro: venha, vou lhe distrair, caminhe comigo pelo jardim . - chamou e estendeu à mão, ela o olhou receosa – Podemos conversar, vai ser divertido e melhor do que ficar aqui trancada, afinal agora você tem uma companhia . – ele sorriu torto e ela se derreteu sorrindo também .

Lua segurou na mão dele e esse lhe puxou para fora da casa, indo com ela para o jardim . E como ele disse, os dois conversavam, riam, estavam se curtindo . Lua gostava da companhia de Pedro, ele era um homem diferente de todos que ela já havia conhecido em toda vida, o jeito de olhar, de falar, era diferente, e o modo como ele lhe fazia rir estava agradando-a até demais .

Lua: então, quer dizer que você é médico ? – perguntou arqueando as sobrancelhas surpresa, enquanto os dois ainda caminhavam .

Pedro: sim, e porque a surpresa ? – riu examinando o rosto dela .

Lua: bom, você não tem cara de médico . – respondeu olhando ele e voltando a olhar pra frente .

Pedro: mas sempre tive paixão pela profissão . – deu de ombros – Acho que foi sempre o que eu quis ser . 

Lua: não gosto muito de médicos . – fez uma careta .

Pedro: ah, obrigado pela parte que me toca . – disse se fazendo de ofendido e ela pôs a mão na boca .

Lua: não, meu Deus ! – falou rindo – Eu não quis . . quer dizer . – gaguejou e fez bico – Vamos, não seja chato, sabe que não quis dizer isso . – bateu de leve no braço dele e esse riu .

Pedro: tudo bem, essa eu deixo passar . – sorriu e piscou, ela balançou a cabeça mordendo o lábio . 

Lua: bom, e posso saber onde estão suas namoradas Dr. Pedro Cassiano ? – perguntou olhando-o e ele riu .

Pedro: não tenho, - deu de ombros e Lua o olhou descrente – o que ? Estou falando sério .

Dulce: ah claro, um Uckermann sem mulheres, - pensou um pouco – não, não procede . – concluiu e ele riu .

Pedro: Arthur também não tem, - disse – ou tem ? – perguntou referindo-se a ela .

Lua: o que ? Eu ? – ele continuou olhando-a – Não, mas claro que não . – negou com a cabeça e viu ele sorrir – Eu e ele não temos nada haver . – murmurou olhando pra frente novamente – Só estou aqui porque ele disse que meus amigos corriam perigo ! – garantiu e o outro apenas assentiu .


Os dois pararam em uma das árvores que tinham na parte de trás do enorme jardim e sentaram na grama, assim continuaram conversando, sobre tudo, casa, trabalho, amigos, o passado . Lua percebeu que realmente estava distraída, estava se divertindo, sorrindo, como não fizera muito desde que viera pra essa casa . Mas ao contrário dela tinha alguém que não estava nada contente com isso, e o par de olhos castanhos que os observava de uma janela de vidro pareciam bastante irritados, a boca contraída em desgosto . Ele gostava muito de Pedro, era praticamente seu melhor amigo desde que fora pra Nova Iorque, e desde pequenos eles sempre andaram juntos, mas o que diabos ele pensa que esta fazendo ? 

Arthur: não vou ficar aqui olhando esses dois, - negou com a cabeça e saiu da janela – não estão fazendo nada, ele só esta distraindo ela . E isso é bom não é ? – perguntou subindo as escadas – Afinal, assim ela não tenta mais fugir já que tem uma companhia . – terminou e parecia mais agoniado do que aliviado com isso .

Já era noite, Arthur passara o dia inteiro trancado dentro do escritório mas pra ser bem sincera a mente dele estava la fora, mas precisamente na sala que era onde Pedro e Lua agora conversavam animadamente sobre o filme que tinham acabado de assistir juntos sentados no grande sofá .

Lua: mas é claro que não ! – exclamou enfezada – Não seja teimoso homem . – ele riu do jeito dela .

Pedro: você quem esta sendo teimosa, eu já assisti esse filme milhões de vezes, é claro que sei ele de trás pra frente . – disse certo .

Lua: isso não significa que você entendeu o filme melhor . – murmurou cruzando os braços .

Pedro: vamos, não seja chatinha . – pediu com um sorriso no rosto e se jogou em cima dela abraçando-a .

Lua: Pedro, sai daqui . – rosnou prendendo o riso .

Pedro: não, só se você admitir que eu tinha razão . – ele disse com um sorriso vitorioso no rosto .

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