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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

os opostos capitulo 7


Arthur: sei Soph, - disse exasperado – eu sei o quanto fui burro . – concordou – Mas eu quis mudar, eu quero mudar . – afirmou olhando-as – Me digam pra onde ela foi e eu irei atrás, por favor, eu preciso . . – ele pensou mas tinha certeza – eu preciso dela . – confessou surpreendendo até a si mesmo com a verdade de suas palavras .

Mel: ela não nos deu endereço certo, - informou chegando perto dele – só sabemos que foi pra Nova Iorque . – franziu as sobrancelhas e viu o rosto dele se transformar .

Mel e Sophia por mais que não tivesse motivos suficientes para isso, consolaram Arthur, mesmo depois do que ele fez a Lua, afinal, ele também era amigo delas por mais que às vezes fosse muito, mas muito babaca .
É parece que no final das contas nada conspirava para os dois ficarem juntos . Arthur não tinha noção de pra onde Lua iria, assim, como iria atrás dela, como falaria tudo o que estava sentindo ? Pois, não tinha mais jeito . Lua, após estar sentada na poltrona do avião quando ele saiu de solo Brasileiro sentiu uma emoção diferente, estava feliz, ansiosa, com medo, afinal, a partir daquele momento começaria uma vida nova, tudo seria diferente, ela seria a mulher importante que sua mãe sempre sonhou que fosse .
Capitulo 2 .

O transito de Nova Iorque estava pior do que qualquer outro dia, e alguém já muito impaciente tamborilava os dedos no volante enquanto olhava uma confusão formada lá na frente, o motivo de todo esse congestionamento .
Quando olhou o relógio se viu quase atrasada e precisava resolver dois casos muito importantes ainda hoje, ela suspirou irritada antes de abrir a porta da sua Mercedes preta se preparando para sair . As duas botas pretas de salto agulha pousaram no chão como se ela pisasse em nuvens, ou melhor, como se ela fosse sair dali flutuando, e quando ela saiu de seu carro ouviu buzinas e assovios dispararem ensurdecedoramente enquanto ela caminhava majestosa até a fonte do problema . Uma calça jeans acompanhando as botas junto com uma blusa preta de gola alta sem mangas que cotinha uma pequena abertura no vale dos seios deixando-os um pouco a mostra, os óculos escuros no rosto entravam em contraste com sua pele alva que se destacava de baixo dos cabelos ruivos caídos em cascatas por suas costas e sendo carregados pelo vento . Mesmo na confusão ela chamou atenção fazendo assim com que todos parassem para olhá-la . Quando localizou o motivo de toda aquela confusão não acreditou, depois de tanto tempo, o que ela estava fazendo em Nova Iorque ?

xxxx: Pérola . – disse ainda incrédula olhando a morena que nada mudara desde o tempo da escola .
Pérola: desculpa mas, - fez uma pausa tentando lembrar-se, sem sucesso – eu te conheço ? – perguntou enfim, confusa olhando a mulher parada a sua frente dos pés a cabeça, a inveja riscava em seus olhos .

xxxx: Lua Maria Blanco, - apresentou-se levantando os óculos até a cabeça para pode olhar bem pra outra – a quem você costumava chamar de . . – fez uma pausa breve – Nerd quatro olhos . – concluiu debochada e arqueou as sobrancelhas .

Pérola: não pode ser . – sussurrou para si mesma e o choque atravessara seu rosto – Eu não acredito .
Lua: ah, pois sinto muito se não . – disse simples – Mas, não vim aqui para um reencontro de velhas amigas de escola não é mesmo ?! – olhava a outra irritadiça, tinha 20 minutos para chegar ao seu destino – Muito menos você, então, você já pode tirar o carro daí pois eu preciso trabalhar e não gosto de me atrasar para os meus compromissos . – terminou impaciente olhando o relógio .
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Pérola: ah, pois eu sinto muito, - lamentou irônica – mas preciso ir resolver um problema primeiro . – disse e sorriu cínica antes de virar as costas pra Lua, – escolha errada – ela lhe segurou por uma massa de cabelos castanhos trazendo-a de volta .
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Lua: ah não, - disse baixo, próximo aos ouvidos da outra – você vai tirar agora, nem que seja a força .
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Pérola: vejo que não é a mesma de antes . – comentou lembrando-se de como Lua baixava a cabeça pra tudo que todos falavam e tentou soltar os cabelos das mãos dela que apenas apertou mais - Me larga . – rosnou a voz ameaçadora .
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Lua: ou o que ? – perguntou, tinha tanta coisa guardada pra despejar nela que queria apenas um motivo – Tira o carro ! – mandou jogando-a para dentro do carro pelos cabelos .
Assovios de excitação agora surgiam no lugar, Lua era uma leoa pronta para atacar e isso era perceptível a todos ali presentes . Pérola fez menção de levantar mas quando encarou a loira um calafrio percorreu sua espinha e ela achou melhor ficar La e tirar o carro, não queria uma confusão agora, pois tinha acabado de chegar à Nova Iorque para trabalho, era modelo, mas será que na verdade não estava simplesmente com medo ?
Um sorriso vitorioso nasceu no rosto de Lua e buzinas novamente soavam enquanto ela voltava para seu carro . E bem ali, num carro dentre aqueles todos no congestionamento, um homem a observava, o par de olhos castanhos fascinados e um sorriso brincava em seus lábios .
E parece que alguém tinha vivido os últimos cinco anos muito bem . Lua tinha a vida perfeita, o emprego que ela sempre sonhara, uma casa própria que já reformara milhões de vezes deixando-a cada vez maior, e nem sabia por que, já que sempre morara sozinha, às vezes acha que faz apenas pra se distrair um pouco e sair da rotina .
Lua chegou em cima da hora – mas nunca atrasada – e já revisava alguns papéis enquanto conversava com seu chefe .

André: você é a nossa melhor agente e sabe disso, - elogiou e ela penas assentiu com a cabeça – então prefiro deixar isso em suas mãos, - continuou abrindo a porta de sua sala – pois não confio tanto nos outros para mandar um deles na nossa filial, principalmente por conter um computador onde existem os mais sigilosos segredos . – explicou – Preciso que você supervisione por lá, passe um dia ou dois se preciso, porque estão suspeitando de alguém infiltrado que passa informações para alguém de fora . – disse finalizando – E de preferência você precisa ir para lá amanhã . – terminou entregando a Lua uma mala com equipamentos novos .

Lua: sabe que não preciso, - disse empurrando a mala de volta pra ele – gosto das minhas armas .

André: pode ficar com as suas antigas, mas aceite essas também, - pediu entregando novamente a mala pra ela – vai gostar ! – garantiu com um sorriso no canto dos lábios .

Lua: sempre tentando me agradar não é senhor Sigaud ?! – brincou com um sorriso no rosto – Obrigada . – agradeceu soltando um beijo no ar para ele antes de sair com a mala em mãos e o mesmo sorriu .

André, tinha 25 anos, não era muito mais velho que Lua, porém era de um cargo muito mais elevado que o seu . Quando Dulce chegou à Nova Iorque, Pedro foi um dos primeiros a ser apresentado a ela, os dois forma se tornando grandes amigos durante todo o treinamento dela, que terminando o mesmo, fora logo trabalhar com Pedro, que era seu superior .
Lua: Luli, - chamou entrando na sala da morena – preciso de um favor .

Luli: manda ! – disse sem tirar os olhos do computador .

Lua: veja, - começou pondo os papéis em cima da mesa dela – os dados que me entregaram não batem com os do relatório . - explicou empurrando-os pra perto dela que continuou olhando o que fazia no computador – Luli Prado ! – exclamou enfezada e a amiga lhe olhou .

Luli: menininha birrenta, mamãe ta trabalhando . – brincou apertando as bochechas de Lua que riu sem se conter .

Lua: não seja abusada . – reclamou .

Luli: vamos, diga o que quer . – pediu apoiando os cotovelos na sua mesa e descansando o rosto sobre as mãos .

Lua: obrigada por me conceder um minuto da sua atenção tão preciosa leide Luli . – disfarçou a voz fazendo a amiga rir .

Lua começou a explicar pra Luli o que precisava que ela fizesse . Essa fez o treinamento junto com a mesma e as duas se tornaram grandes amigas ao longo do tempo .
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O dia passou simplesmente voando, mas Lua como a profissional competente que era resolveu tudo o que tinha de resolver . Quando chegou em casa estava extremamente exausta, abriu o portão com um clic e entrou com seu carro na garagem, e quando desceu do carro olhou a sua moto e sorriu de canto, há quanto tempo não andava nela . Suspirou e subiu indo direto para seu quarto, tomaria um banho e cama, mas quando ainda estava na escada viu uma movimentação estranha e suas sobrancelhas se uniram, a testa franzida . Ela pôs a mão em sua arma que estava presa na parte das costas de sua calça antes de acender a luz pois a porta que ela tinha certeza de ter fechado estava escancarada . Quando ela ligou a luza que ia puxar a arma dois vultos - uma loira e uma morena - sairão de debaixo das cobertas gritando que nem loucas .

Sophia e Mel: surpresa ! - gritaram juntas com um sorriso enorme estampado no rosto .
Lua: Deus . - murmurou surpresa, seu coração se derreteu e a mão soltou a arma sem tirá-la do lugar, seus olhos umedeceram, há quanto tempo não via suas amigas, as amigas que a tiraram de seu casulo, seria eternamente grata a elas por isso .

Mel: ah não, você não pode chorar agora, - negou com a cabeça levantando - porque ainda não acabou .

Sophia: é, - concordou levantando também e puxando a ruiva para as escadas com a ajuda de Mel só estamos começando . - sorriu satisfeita .

As duas levaram uma Lua que ainda estava estática até a cozinha e ao chegarem la acenderam as luzes gritando novamente .

Mel e Sophia: surpresa ! - Lua estava sem palavras .

A cozinha estava cheia de balões pelas paredes, vermelhos e brancos, a mesa tinha um bolo médio e uma bandeja de brigadeiro com outra de salgados do lado . Ela foi à geladeira e viu refrigerantes la dentro, sobremesa, Deus, ela trabalhara tanto nos últimos tempos que nem lembrava mais .

Sophia: feliz aniversário pequena . - desejou abraçando-a pelos ombros e as lágrimas escorreram pelo rosto dela .

Mel: temos presentes . - exclamou animada batendo palminhas .

Lua: eu amo vocês . - falou finalmente e virou abraçando as duas que sorriram retribuindo o abraço .
As três aproveitaram a festinha que arrumaram pra Lua e abriram os presentes, roupas e bichos de pelúcia que ela amou de paixão por falar nisso . Então quando as três estavam sentadas na cama do quarto de Lua chegou o assunto que ela jamais mencionara para as amigas pois elas só se comunicavam por e-mails que não são nem um pouco seguros pra que ela simplesmente dissesse: “Ah, eu sou uma agente secreta do FBI ” .
Sophia: tipo assim, hãa ? – olhou a amiga confusa – Como você simplesmente é uma agente secreta do FBI e nunca nos contou nada ? – ela agora gritava histérica e as amigas estavam de sobrancelhas franzidas .
Lua: ela não parou com essa mania ? – perguntou se referindo a quando Soph descobria alguma coisa sempre repetia gritando e Mel negou com a cabeça achando graça .
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Mel: mas porque não nos contou nada Lua ? – perguntou olhando a casa – Por isso esta tão bem . – comentou com um sorriso de canto .
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Lua: é porque fica meio complicado contar uma coisa que não pode ser contada ainda mais por um lugar onde pode ser hakeado, e eu sou uma das agentes mais procuradas pelos criminosos mais perigosos . – pensou um pouco e sorriu .
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Sophia: ai meu Deus, - murmurou ficando pálida – podemos estar em perigo agora . – disse sem se mexer e um choque correu todo seu corpo – Se estiverem nos vigiando ? Querendo nos matar ? AI MEU DEUS ! – exclamou se desesperando .
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Mel olhou Lua que caiu numa gargalhada gostosa . Sophia não mudara nadinha nos últimos cinco anos que elas haviam passado longe uma da outra .
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Lua: não estamos em perigo Sophia Abraão, por Deus . – tranqüilizou rindo – Minha casa é totalmente segura, e além do mais, - fez uma pausa puxando a arma da cintura e pondo em cima da cama – estão totalmente seguras comigo . – terminou simples e os olhos das duas se arregalaram .
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Sophia: meu Deus, - exclamou – tira isso daqui Lu . – pediu temerosa – Por favor .

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