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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

os opostos capitulo 9


Lua saiu de lá em disparata, subiu em sua moto e agora já corria, não sabia pra onde mais corria, a adrenalina em suas veias não a deixava pensar, acho que por isso ela sempre amou motos, o perigo era seu melhor amigo quando ela tinha raiva, quando estava triste, ele sempre estava lá para fazê-la esquecer e como ela amava tudo isso . 

Um pouco longe dali . 
 
xxxx: o que ? - perguntou olhando Arthur chegar de mãos vazias - Tão incompetente que não consegue nem dobrar alguns agentes pra poder pegar o que devia . 
 
Arthur: eu não puxei a você . - disse com um sorriso de canto no rosto tirando o pendrive do bolso sem olhá-lo e jogando em cima da mesa .  
 
xxxx: esse é o meu garoto . - sorriu orgulhoso . 
 
Arthur: não, não sou . - negou tirando sua mochila das costas após entrar em seu quarto e fechar a porta .  
 
Arthur caiu de costas em sua cama e sorriu torto lembrando rosto dela, ficou olhando-a por minutos a fio enquanto estava desacordada na cadeira e ele agora lembrava, de cada traço, do nariz empinado, da respiração traquila e principalmente daquela boca tão recheada e vermelha como sangue . Por Deus, como estava linda e como sentira sua falta . 

Lua chegou em casa após mais ou menos duas horas correndo, já eram por volta das duas horas quando entrou em casa, estava exausta .  
 
Chay: pensei que não chegaria nunca . - disse olhando-a sentado em uma poltrona, acompanhado por uma Sophia e uma Mel adormecidas no grande sofá ao seu lado .

Lua: Pollis . - murmurou e seu coração parecia sambar dentro do peito, não sabia explicar o quanto estava feliz por ver o amigo . 
 
Ela correu e se jogou no colo dele abraçando-o quando sentiu o mesmo acolhe-la com um sorriso de canto no rosto .  
 
Chay: eu também senti sua falta . - murmurou contra os cabelos dela . 
 
Lua suspirou em resposta mas lá continuou, com o rosto enterrado na curva do pescoço dele, e o mesmo agora a ninava .

Ela sabia que não ia chorar, não era mais a menina frágil de cinco anos atrás, não aquela menina boba que deixou se abalar por tudo o que ele havia falado . Estava mudada, mas será que aquela Lua ainda não existe ali, em algum lugar ? 
 
Chay: quer me contar ? - perguntou parando de nina-la e olhando-a mas ela não tirou o rosto do pescoço dele, apenas negou com a cabeça - Vamos, eu sei que você ainda é a minha Lua, - tentou - sei que só vai melhorar depois de conversar . - terminou e ela o olhou, ele conseguia ver o choro contido nos olhos dela . 
 
Lua: porque ele tinha que voltar Pollis ? - perguntou em um suspiro e a surpresa era aparente agora no rosto de Chay. 
 
Chay: como assim ? - perguntou confuso - Ele ? - ela assentiu - Mas, - procurou em sua mente - não era pra ele . . - parou entendendo - Ele mentiu pra mim . - suspirou negando com a cabeça e agora ela estava confusa - Um ano depois que você se foi Arthur disse que ia viajar com o pai, não contou exatamente pra onde ia, mas eu perguntei a ele se vinha pra Nova Iorque e ele falou que era o lugar que o pai dele menos queria ir . - explicou e a compreensão riscou os olhos da loira. 
 
Lua: pra que eu não soubesse que era pra cá que ele vinha . - entendeu acompanhando o raciocínio de Chay . 
 
Chay: mas, onde você encontrou ele ? - perguntou olhando-a e ela agora se matinha sentada no colo dele olhando-o - Como você encontrou ele ?
Lua: na verdade, - pensou - ele me controu . - murmurou baixando a cabeça . 
 
Chay: ei, - chamou levantando o rosto dela com o dedo indicador fazendo-a mira-lo - mas, o que ele fez pra você ficar assim ? - perguntou examinando seu rosto . 
 
Lua: ah Pollis, - suspirou e os seus olhos queriam chorar, Chay podia ver isso - ele voltou e parece que toda a dor que eu havia deixado pra trás veio com ele sabe ? Porque me machuca ? - perguntou exasperada - Mesmo depois de tantos anos ?
Chay: porque ele foi um imbecil com você anos atrás, - começou como um pai que explica a filha porque 2 mais 2 são 4 - e você pode não admitir mas é apaixonada por ele . - fez uma pausa e ela arregalou os olhos - Não diga que é mentira . - suplicou franzindo as sobrancelhas e ela riu . 
 
Lua: mas Chay, mesmo que eu FOSSE apaixonada por ele, - deu enfase no 'fosse' e Chay revirou os olhos - é tempo demais . - disse chorosa . 
 
Chay: eu sei pequeno anjo, - acariciou o rosto dela - mas você não conseguiu esquecer, e ele voltar só lembrou a você o quanto sentiu a falta dele mesmo sem querer, e isso é o que mais te machuca, saber que mesmo depois de tudo, você continua gostando dele . - terminou e as palavras dele atingiram Lua como farpas, sabia que ele não estava mentindo e ela lhe olhava desolada, Chay tinha certeza que as lágrimas que ela prendia estavam machucando-a cada vez mais e também sabia que podia fazer alguma coisa - Lua, - chamou ela que tinha virado e rosto fazendo a mesma olhar em seus olhos - chore ! - mandou como se controlasse as lágrimas dela . 
 
E parecia mesmo que controlava pois essas começaram a cair freneticamente, Lua se assustou, não queria chorar, precisava parar, mas não conseguia . Chay lhe abriu os braços e ela novamente deitou a cabeça em seu ombro enterrando o rosto na curva de seu pescoço sentindo ele lhe abraçar e molhando a camisa do mesmo . Assim, ela chorou tudo o que tinha pra chorar, e a dor em seu peito foi cedendo até que ela conseguiu parar mas a esse ponto já havia dormido nos braços do amigo que continuava a lhe ninar .
No outro dia como já era de costume Lua acordou às cinco da manhã e se encontrava em seu quarto, ‘Chay, deve ter lhe levado’ pensou . Levantou e fez suas higienes matinais, arrumou-se e pôs a arma no canto esquerdo da cintura que era coberta por um sobretudo preto que ela usava . 
 
Lua: oh, - disse surpresa – bom dia Soph. – desejou após entrar na cozinha e beijar o rosto da amiga que apenas murmurou – Porque já acordada ? – perguntou abrindo a geladeira . 
 
Sophia: Micael . – explicou virando um copo de água na boca e Lua se virou pra ela com uma maçã na mão . 
 
Lua: sério ? – perguntou arqueando as sobrancelhas . 
 
Sophia: sei que não te contei nada, - disse se desculpando – mas sabia que não concordaria, que me faria deixar ele .  
 
Lua: é, - pensou assentindo – mas não vamos falar do que eu faria agora não é mesmo ? – puxou ela pela mão até a sala e ainda tinha sua maçã na mão, mordendo-a de vez enquanto – Me conte, o que aconteceu . – pediu após sentar no sofá com Anahí ao seu lado . 
 
Sophia: ah Lu, - suspirou – eu sai de la e disse a ele que não queria mais nada porque ele era um cafajeste e todas essas coisas sabe ?! – começou e Lua apenas a olhava – Ele me pediu pra ficar, disse que ia mudar, mas tantas foram às vezes que eu ouvi isso, agora já não acredito mais, não consigo . – balançou a cabeça fechando os olhos – Mas você quer saber a verdade ? – perguntou encarando a amiga – A Mel estava certa em tudo que ela disse quando fazíamos colégio, ele foi um cachorro comigo, e eu estou perdidamente apaixonada por ele . – confessou por fim . 
 
Lua acolheu Sophia num abraço que a mesma aceitou de bom grado, precisava mesmo de um ombro amigo agora . As duas passaram um tempo assim até que Lua deu um pulo virando-se pra banquinha que ficava ao lado do sofá .

Lua: vou ligar pro André, - disse puxando o telefone sem fio do gancho – não vou trabalhar hoje . – sorriu simples . 
 
Sophia: o que ? – arqueou as sobrancelhas – Você pode simplesmente decidir que não vai trabalhar ? – perguntou achando graça . 
 
Lua: bom, é que na verdade, nesses três anos que eu trabalho no FBI fora os dois de treinamento eu nunca tirei férias . – disse sem graça colocando o telefone no ouvido após discar o número e Sophia arregalou os olhos . 
 
Sophia: como assim NUNCA tirou férias Lua Maria, você é louca ? – perguntou com as mãos na cintura e Lua soltou uma gargalhada muito gostosa . 
 
Lua: André amor, - cumprimentou parando de rir – não, não foi nada . – respondeu a uma pergunta dele – Olha, será que eu posso ficar em casa hoje ? – perguntou e André revirou os olhos do outro lado – Eu sei que nunca tirei férias e nem folgas de um dia, mas precisava avisar não é ?! – riu com o que ele falou – Obrigado meu anjo, eu amo você . – terminou desligando .
Sophia: un, eu amo você . – imitou e Lua riu – Quem é esse que você já ta assim toda se querendo pra ele eim mocinha ? – perguntou ela naquele tom de mãe e Lua não se agüentou . 
 
O estouro de risos foi imenso dentro da casa . Há tempos não se sentia assim tão feliz, tão completa, Sophia, Chay e Mel eram como partes dela as quais ela não podia viver sem mais nenhum dia e isso fora comprovado . 
 
Mel: o que minha gente, ta pegando fogo por acaso ? – perguntou descendo as escadas com os cabelos meio emaranhados, os pés descalços e um micro baby-doll verde . 
 
Sophia: culpa dela . – acusou com a carinha de menina inocente apontando Lua com o dedo e Mel riu vendo a cara que a loira fez . 
 
Lua: vamos, não seja cínica . – estreitou os olhos prendendo o riso .
Lua: ok, ninguém me conta mais nada ? – perguntou gritando e jogando as mãos pra cima, Sophia riu . 
 
Sophia: bom, - começou passando a mão nos cabelos – Chay finalmente se declarou pra Mel depois de um ano e meio que você veio embora, - ela revirou os olhos – até hoje não entendi porque demorou tanto, e nem como só ela não percebeu . – negou com a cabeça e Mel lhe fuzilou com o olhar – Então, depois de dois anos e meio de namoro ele pediu ela em casamento . *-* - terminou e as duas safiras que eram seus olhos brilhavam . 
 
Lua: EEEEEEEEEEEEEEITA ! – gritou pulando do sofá e parando na frente de Mel – Muito obrigado pela parte que me toca Melanie Fronckowiak . – bufou olhando ela . 
 
Mel: Luinha, meu docinho de coco, - tentou e os outros dois riram mas Lua se conteve prendendo o riso – por favor, eu ia te contar, juro, só que tinha que ser pessoalmente, você me entende né ?! – perguntou temerosa e a amiga continuava seria – Vamos, é que eu ia te chamar pra ser minha madrinha . – soltou e os olhos de Lua brilharam junto com um sorriso que nasceu no rosto da mesma fazendo Mel suspirar aliviada .

Lua: eu ? *-* - perguntou ainda sorrindo e a outra assentiu sorrindo vendo ela jogar-se em seus braços . 
 
O dia nunca fora tão gostoso em Nova Iorque pra Lua como este estava sendo . Os quatro passaram a manhã na cozinha fazendo comidas diferentes e tarde toda comendo, assistindo filmes, conversando . As sete e meia eles estavam se preparando pra jantar até que a campanhinha tocou e Lua foi atender a porta ainda rindo de alguma coisa que Chay lhe dissera

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